Sertanista da FUNAI, veterano de múltiplas operações de atração, responsável pela retomada dos trabalhos junto aos Avá-Canoeiro no Estado de Goiás a partir de agosto de 1971. O corpus o documenta pelo Boletim Informativo FUNAI nº 5 (IV Trimestre 1972). (CM-0150, p. 67-71)
Israel Praxedes Batista foi designado pela FUNAI em agosto de 1971 para chefiar a equipe de atração dos Avá-Canoeiro, que habitavam a região entre os rios Formoso e Araguaia (Goiás). A primeira tentativa de atração dessa tribo havia sido feita entre 1946 e 1955, sem resultado positivo. A expedição foi dividida em dois grupos: um em Cavalcante e outro em Formoso (CM-0150, p. 67-68).
A estratégia de Praxedes Batista consistia em seguir “sempre nas pegadas dos índios” e plantar roças às margens dos rios para evitar que os Avá-Canoeiro apanhassem alimentos nas lavouras dos civilizados. Em fevereiro de 1972, a equipe fez sua primeira visita a uma aldeia abandonada dos Avá-Canoeiro, deixando brindes que foram parcialmente recolhidos pelos índios. O grupo foi localizado próximo ao Posto Indígena Canoaâ, entre o Rio Formoso e o braço direito do Rio Araguaia, habitando uma faixa de ~50 mil alqueires de terras. Em suas ausências, a equipe era dirigida pelo índio Parecí José Aucê, veterano das atrações dos Pakaa-Nova, Caripuna e Xavante (CM-0150, p. 69-70).
No Congresso de Antropologia de São Paulo (setembro 1971), o antropólogo George de Cerqueira Leite Zarur (FUNAI) havia apresentado análise linguística e histórica sobre os Avá-Canoeiro, que Praxedes Batista reuniu artefatos para apoiar: fusos, cerâmicas, flechas de ponta de ferro e artefatos de couro (CM-0150, p. 71).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0150 |
1972 | p. 67-71 | sujeito principal (atração Avá-Canoeiro em Goiás) | análise |
CM-0150_pagina_067.md a CM-0150_pagina_071.md — Boletim Informativo FUNAI, Ano II, Nº 5. Brasília: FUNAI/ARP, IV Trimestre 1972. Acervo CFSM.