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Nacionalidadebrasileira

Resumo

Getúlio Vargas, presidente do Brasil durante o Estado Novo (1937-1945), aparece no corpus em uma única menção, mas em contexto revelador: foi sob seu governo que se enviou uma comissão federal para apurar o massacre dos Krahô na região de Pedro Afonso, Goiás (CM-0035, p. 2). A coluna de Bernardo Élis em 1963 registra que o envio dessa comissão pelo “Govêrno Federal (então Getúlio Vargas)” foi a resposta à violência cometida por fazendeiros contra os Krahô — episódio que décadas depois Cildo F. S. Meireles investigaria como indigenista do SPI (CM-0035, p. 2).

Trajetória

Discurso em Manaus e a retórica da Amazônia (c. 1947)

O folheto de divulgação da SPVEA reproduz um discurso pronunciado por Vargas “em Manaus, seis anos antes” da Lei 1.806 (ou seja, c. 1947), apresentado como fundação ideológica do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (CM-0149, p. 2). No trecho reproduzido, Vargas formulou a missão colonizadora da Amazônia como “a mais alta tarefa do homem civilizado: conquistar e dominar os vales das grandes torrentes equatoriais, transformando a sua força cega e a sua fertilidade extraordinária em energia disciplinada” (CM-0149, p. 2). A imagem do Amazonas que “deixará de ser, afinal, um simples capítulo da história da terra” e se tornará “um capítulo da história da civilização” encapsula o projeto desenvolvimentista e a retórica de “conquista” da fronteira amazônica que seria institutionalizado pela SPVEA em 1953 (CM-0149, p. 2).

Presidência e a comissão do massacre Krahô (década de 1940)

A referência no corpus é indireta e retrospectiva. Bernardo Élis, escrevendo em 1963, situa a ação do governo Vargas como um marco de intervenção federal diante da violência contra povos indígenas: “Foi preciso que o Govêrno Federal (então Getúlio Vargas) enviasse uma Comissão para apurar as responsabilidades e punir os culpados” (CM-0035, p. 2, parágrafo 3). O massacre ocorrera sob a justificativa de que os Krahô “roubavam gado” — pretexto que fazendeiros usaram para “uma verdadeira razia contra êsses coitados, matando muitos déles” (CM-0035, p. 2, parágrafo 3). A comissão enviada por Vargas resultou na demarcação de terras Krahô como solução, embora em 1963 essas terras estivessem novamente sob invasão “pelo lado do Rio Vermelho” (CM-0035, p. 2, parágrafo 10).

Atuação principal

  • Envio de comissão federal para apurar o massacre dos Krahô na região de Pedro Afonso, GO (CM-0035, p. 2)

Relações

  • Institucionais: SPI — a comissão enviada por seu governo atuou no âmbito da proteção indigenista federal, investigando violência contra os Krahô (CM-0035, p. 2)

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A pesquisar
A data exata do massacre Krahô e da comissão enviada por Getúlio Vargas não consta neste documento. Élis refere-se a Vargas como presidente “então” — o que situa o episódio entre 1930-1945, provavelmente durante o Estado Novo (1937-1945). A comissão enviada pode ser a mesma que Cildo F. S. Meireles integrou como investigador. Documentos do corpus que tratem diretamente do inquérito Krahô devem esclarecer o vínculo entre a comissão Vargas e a atuação de Cildo Meireles.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0035 1963-02-01 p. 2 citado — presidente que enviou comissão para apurar massacre Krahô análise
CM-0149 [c. 1953] p. 2 discurso em Manaus (c. 1947) citado como fundamento ideológico do Plano de Valorização da Amazônia análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0149_pagina_002.md (1 página, transcrição limpa — sem TXT) — [s.a.]. “O que é a Valorização Econômica da Amazônia”. Belém: SPVEA / Setor de Coordenação e Divulgação, [c. 1953]. Acervo Cildo F. S. Meireles.
  • CM-0035 - 0001_f.txt e CM-0035 - 0002_f.txt (2 páginas) — ÉLIS, Bernardo. Coluna de opinião em O Popular, Goiânia, 1963-02-01. Acervo Cildo F. S. Meireles.