Coronel; descrito em 1946 pelo Chefe da I.R.5 do SPI, Nicolau Bueno Horta Barbosa, como “o mais antigo conhecedor, que se saiba, da região” do Niutaca e “o mais afectuoso e devotado amigo dos indios Cadiúes” (CM-0056, p. 1-2). Em novembro de 1946, com mais de quarenta anos de conhecimento da área, foi convidado pela Inspetoria a inspecionar pessoalmente o curso superior do Niutaca e a testemunhar sobre o uso histórico Kadiwéu da região, incluindo o afluente Alatiligú (Cebola), para fins de defesa legal da reserva indígena.
A carta de Barbosa indica que Deoclécio conhece o Niutaca “ha mais de quarenta (40) anos” — ou seja, desde aproximadamente 1906. Sua “adiantada idade provecta” em 1946 e a descrição como “mais antigo conhecido da região” sugerem que era residente ou frequentador de longa data do Nabileque/Bodoquena, possivelmente como fazendeiro, militar ou funcionário público.
Em 29 de novembro de 1946, Barbosa convidou Deoclécio a:
a) Confirmar se o córrego verificado pela Inspetoria era o Niutaca que ele conhecia há décadas;
b) Testemunhar que os Kadiwéu utilizavam habitualmente a área entre o Niutaca e o córrego Alatiligú (Cebola);
c) Fundamentar esse testemunho em evidências físicas (trilhos, ossadas de reses) (CM-0056, p. 1).
O desfecho — se Deoclécio efetivamente testemunhou — não está documentado no corpus.
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0056 |
1946-11-29 | p. 1-2 | destinatário do ofício; testemunha solicitada sobre o Niutaca e uso Kadiwéu da região | análise |
CM-0056_pagina_001.md a CM-0056_pagina_004.md (4 páginas, transcrição limpa) — BARBOSA, Nicolau Bueno Horta. Ofício e intimação sobre o Córrego Niutaca e a invasão da Fazenda Xatelodo. I.R. 5, Campo Grande MT, 1946-11-29 e 1946-12-05. Acervo Cildo F. S. Meireles.