Tipolugar

Resumo

Ligeiro é uma das quatro reservas indígenas Kaingang no Rio Grande do Sul documentadas no corpus, ao lado de Nonoai, Guarita e Cacique Doble. Aparece no artigo de Francisco M. Salzano “Micro-evolução em populações de indígenas Rio-grandenses” (Ciência e Cultura, 1961) como localidade onde o autor coletou dados demográficos e genéticos para seu estudo comparativo entre as comunidades Kaingang gaúchas (CM-0008, p003).

Localização e contexto geográfico

O corpus não documenta coordenadas ou limites precisos de Ligeiro. A reserva é mencionada como unidade distinta de Nonoai, Guarita e Cacique Doble, todas no estado do Rio Grande do Sul (CM-0008, p001, p003). Salzano descreve as quatro localidades como “reservas florestais especialmente preservadas para estudo dos aspectos de evolução morfológica e genética” (CM-0008, p001).

Histórico documentado

Primeira menção (1961)

A única ocorrência de Ligeiro no corpus está no artigo de Salzano, que situa a reserva entre os postos onde “ainda existem indígenas no Rio Grande do Sul” (CM-0008, p001). O estudo compara o “tamanho médio das famílias de Nonoai e Guarita por um lado, e Cacique Doble e Ligeiro por outro” (CM-0008, p003), indicando disparidade demográfica entre os dois pares de reservas.

Eventos

Nenhum evento específico documentado para Ligeiro no corpus.

Pessoas associadas

  • Francisco M. Salzano — Pesquisador que coletou dados demográficos e genéticos na reserva para estudo de micro-evolução (CM-0008, p003)

Povos indígenas associados

  • Kaingang — Povo que ocupa a reserva de Ligeiro, objeto do estudo demográfico de Salzano (CM-0008, p003)

Páginas relacionadas

Relatório da IR.7 ao Procurador Geral do RS (1963)

O ofício de Israel Farrapo Machado (IR.7) ao Procurador Geral do RS (1963) fornece dados fundiários e populacionais precisos: área de 4.552 ha, no município de Getúlio Vargas, com 350 pessoas em 1963. O nome em uso à época era P.I. Paulino de Almeida (CM-0113, p. 1, 4; CM-0114, p. 1, 4). O mesmo documento esclarece uma diferença fundamental de Ligeiro em relação aos outros toldos gaúchos: enquanto os demais foram administrados pelo Estado do RS até 1941, o Toldo Ligeiro estava sob administração da União via SPI “desde o ano de 1 909” — antes mesmo da fundação formal do SPI em 1910. Era o único toldo gaúcho sob tutela federal desde o início do século XX (CM-0113, p. 1).

A pesquisar
Ligeiro/P.I. Paulino de Almeida é mencionado brevemente no artigo de Salzano e com mais detalhe no relatório da IR.7. A história da administração federal desde 1909 carece de documentação adicional. A reserva não reaparece nos documentos sobre conflito fundiário em Nonoai (CM-0001 a CM-0007), o que sugere que pode não ter sido palco dos mesmos conflitos — ou simplesmente não estar representada nos documentos do acervo.

Apêndice — registros de documento

Código Data Pinpoint Correlação Registro
CM-0008 1961 p003 reserva Kaingang análise
CM-0113 1963-10-14 p. 1, 4 P.I. Paulino de Almeida; 4.552 ha; federal desde 1909; pop. 350 análise
CM-0114 1963-10-14 p. 1, 4 idem (segunda cópia) análise
CM-0002 1963-12-05 p003 na proposta verbal de Coelho, Estado daria títulos definitivos sobre toda a área de Ligeiro aos índios análise

Fontes citadas nesta página

  • CM-0008_pagina_001.md a CM-0008_pagina_006.md (6 páginas) — SALZANO, Francisco M. “Micro-evolução em populações de indígenas Rio-grandenses”. Ciência e Cultura, vol. 13, n.º 2, 1961, pp. 93-98. Acervo Cildo F. S. Meireles.