Samuel Brasil era o administrador do Toldo de Nonoai — o Posto Indígena do SPI na região — nomeado tanto como “Administrador do Toldo” quanto como “Chefe do Posto Indígena” (CM-0005, p004, p008). Durante o conflito de agosto de 1964, foi acusado pelos invasores armados de ser “mandante das agressões que estariam sendo praticadas pelos civilizados” (CM-0005, p004).
No contexto da invasão do Toldo por cerca de 300 homens armados, Brasil tornou-se figura central e controversa. Os invasores o apontaram como responsável por agressões (CM-0005, p004). Na manhã de uma reunião de mediação convocada pelo IGRA, “resolvera não participar da reunião, pois entendia que estava muito visado pelos invasores” (CM-0005, p006). Ainda assim, Brasil propôs uma solução emergencial: dividir a área, com os invasores ocupando a parte denominada “Porongos” (CM-0005, p006). No encontro final com a equipe do IGRA, “declarou-se francamente satisfeito com as medidas de emergência adotadas” (CM-0005, p008).
Sua atuação é ambígua — acusado pelos invasores, mas reconhecido pelo IGRA como interlocutor legítimo. O relatório de Fernando Gonçalves não aprofunda as acusações contra ele, registrando-as sem juízo (CM-0005, p004).
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0005 |
1964-08-14 | p004, p006, p007, p008 | sujeito central; Chefe do Posto Indígena de Nonoai; propôs solução emergencial de divisão da área | análise |
CM-0005_pagina_001.txt a CM-0005_pagina_012.txt (12 páginas) — GONÇALVES, Fernando. Relatório do IGRA ao Governador Ildo Meneghetti sobre o conflito fundiário no Toldo de Nonoai. Porto Alegre, 1964. Acervo Cildo F. S. Meireles.