Data1949
Autor(a)[s.a.]
TipologiaBoletim / Relatório de atividades institucional

1. Sumário do documento

Boletim institucional “Atividades do S.P.I.” (1949), publicação oficial do Serviço de Proteção aos Índios subordinado ao Ministério da Agricultura, sob ministro Daniel Serapião de Carvalho e diretor Modesto Donatini Dias da Cruz. O volume reúne estatísticas de escolas, produções, infraestrutura e populações indígenas assistidas pelas 9 Inspetorias Regionais, intercaladas por fotografias de Foerthmann. Nas páginas 52–61, documentos avulsos não relacionados ao SPI — peças de 1965–1966 — estão fisicamente encartados no volume. (CM-0145, p. 3)

2. Análise e descrição do documento

O boletim abre com a máxima de Cândido Rondon — “MORRER SE PRECISO FOR; MATAR, NUNCA!” — antes do frontispício institucional, sinalizando que a identidade ética do SPI como herdeiro do rondôniamo é o enquadramento em que as estatísticas de 1949 devem ser lidas. O documento foi produzido durante a gestão de Modesto Donatini Dias da Cruz como diretor e de Daniel Serapião de Carvalho como ministro da Agricultura. A estrutura alterna texto estatístico com fotografias de Foerthmann (série SPI), fazendo circular uma representação visual dos povos tutelados que reforça a narrativa de pacificação e assistência. (p. 3, 5)

A dimensão educacional é a mais documentada: 78 escolas em funcionamento, 1.907 alunos cadastrados (com ressalva de “dados incompletos”), distribuídos pelas 9 Inspetorias. A IR8, sediada em Goiás e cobrindo o sudeste do Pará, mantinha 9 escolas, entre elas as do P.I. Tocantínia (174 índios assistidos), P.I. Apinagés (161), P.I. Rio do Sôno (108) e P.I. Pimentel Barbosa (93) — quatro postos que cobrem diretamente o território Krahô, Apinayé e a fronteira xavante. O total de índios “assistidos” pela IR8 era 1.235, numa escala muito menor que a IR2 (Pará: 6.540) e a IR7 (Sul: 5.027), refletindo a dimensão do trabalho de fronteira nesta inspetoria. (p. 9, 21, 49)

A produção registrada no 1º semestre de 1949 expõe o modelo econômico dos postos: mandioca (8,6 mil toneladas), milho em grão (5,1 mil toneladas), borracha (19,6 toneladas), farinha de mandioca (2,3 mil toneladas) e rebanho bovino de 11.757 cabeças. A nota “dados incompletos” que acompanha os totais sugere subnotificação. Esta produção sustentava os postos e gerava excedente para o SPI, mas o boletim não discrimina o trabalho indígena do trabalho dos funcionários, configurando o que o CLAUDE.md classifica como apagamento de agentes. (p. 29, 31, 33)

Entre as obras de infraestrutura destacadas, o boletim registra a construção de campos de aviação para operações de atração: o “Serviço de Atração dos Canoeiros” na IR8 (campo de 1.000 m × 100 m) e, crucialmente, a “Turma Atração Xavante” em Mato Grosso com campo de 1.200 m × 100 m no P.I. Pimentel Barbosa. Em 1949 a fase de contato pacífico com os Xavante estava em pleno curso — Francisco Meireles tinha obtido o primeiro encontro amistoso em 1946. O campo de aviação era infraestrutura vital para o abastecimento e comunicação dessa operação, que operava a centenas de quilômetros da estrada mais próxima. A estrada de 102 km aberta pela IR8 ligando Aruanan (antiga Leopoldina) a Pindaíba, no vale do Araguaia, conecta o mesmo território. (p. 35, 37)

As páginas 52–61 constituem uma inserção documentalmente heterogênea: não pertencem ao boletim SPI mas foram guardadas fisicamente dentro dele. Compreende o catálogo de uma exposição de pinturas de Márcia Barroso do Amaral (Salão de Exposições do Departamento de Turismo, Brasília, 20/4/1966), texto crítico assinado por Ricardo Cravo Albim (Diretor do Museu da Imagem e do Som, Estado da Guanabara), carta pessoal de um estudante em Brasília ao pai pedindo ajuda para matrícula no “Elefante Branco” (CIEM), circular do CIEM/Universidade de Brasília (6/5/1965) com cupão preenchido pela mãe “Esney Batista de Campos”, e formulário com os nomes “Maria Argentina Archer” e “Nelson Renato Duque” (Av. Epitácio Pessoa 298, Lagoa). A presença desses papéis de família brasiliense de meados dos anos 1960 dentro de um boletim SPI de 1949 é coerente com a trajetória de Cildo F. S. Meireles, que trabalhava no SPI em Brasília nesse período e cujos filhos estudavam no CIEM (ver CM-0112, CM-0127, CM-0131). (p. 52–61)

3. Análise por entidade

Serviço de Proteção aos Índios (SPI) — sujeito principal

  • trechos extraídos:
  • p. 3, frontispício: “SERVIÇO DE PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS”
  • p. 7: “SERVIÇO DE PROTECÇÃO AOS ÍNDIOS / DECRETO N. 8.072, DE 20/6/1910 / ‘Cria o Serviço de Proteção aos Índios'”
  • p. 7: “DECRETO N. 10.652, DE 16/10/1942 / ‘Aprova o Regimento do Serviço de Proteção aos Índios e dá outras providências'”
  • p. 7: “DECRETO N. 12.318, DE 27/4/1943 / ‘Modifica o Regimento do Serviço de Proteção aos Índios'”
  • p. 7: “DECRETO-LEI N. 17.684, DE 26/1/1945 / ‘Modifica o Regimento do Serviço de Proteção aos Índios'”
  • p. 7: “LEI N. 5.484, DE 27/6/1928 / ‘Regula a situação dos Índios nascidos no território nacional'”
  • p. 7: “DECRETO-LEI N. 5.540, DE 2/6/1943 / ‘Considera Dia do Índio a data de 19 de abril'”
  • p. 9: “O S.P.I. compreende, na sede: Secção de Estudo – S.E. – / Secção de Orientação e Assistência -SOA- / Secção de Administração – S.A. – / e, 9 Inspectorias no território nacional.”
  • p. 13: “O SERVIÇO DE PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS – S. P. I. -, tem por finalidade: a) prestar ao índio proteção e assistência, amparando-lhe a vida, a liberdade e a propriedade, defendendo-o do extermínio, resguardando-o da opressão e da expoliação, bem como abrigando-o da miséria, educando-o e instruindo-o, quer viva aldeiado, em tribos, ou promiscuamente, com civilizados;”
  • p. 13: “b) promover, em colaboração com os órgãos próprios, a exploração das riquezas naturais, das indústrias extrativas ou de quaisquer outras fontes de rendimento, relacionadas com o patrimônio indígena ou dèle provenientes no sentido de assegurar, quando oportuno, a emancipação econômica das tribos;”
  • p. 13: “c) efetuar o levantamento da estatística geral das populações indígenas e dar ao Conselho Nacional de Proteção aos Índios cooperação no estudo e investigação das origens, ritas, tradições, hábitos, línguas e costumes do índio brasileiro;”
  • p. 13: “d) estudar as regiões onde houver tribos, do ponto de vista geográfico e econômico, e fazer a demarcação das terras pertencentes ao índio;”
  • p. 13: “e) criar postos, visando atrair o índio e fixá-lo pela cultura sistemática da terra e estabelecimento das indústrias rudimentares mais necessárias.”
  • p. 11: “NÚMERO DE ALUNOS EXISTENTES NAS ESCOLAS DO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS […] TOTAL ………………… 1.907 / Dados incompletos”
  • p. 25: “Total geral ……………..78” [escolas]
  • p. 29: “PRODUÇÃO DO S.P.I. NO 1º SEMESTRE DE 1949” [tabela de produção agrícola, industrial, animal e extrativa]
  • p. 49: “TOTAL GERAL ………….. 17 679 / Dados incompletos” [índios assistidos]
  • fatos detectados:
  • organizacional: 3 seções na sede (SE, SOA, SA) + 9 Inspetorias Regionais cobrindo todo o território nacional (p. 9)
  • legislação fundadora: Decreto 8.072/1910 cria o SPI; Lei 5.484/1928 regula “situação dos Índios”; Decreto 10.652/1942 e 12.318/1943 modificam o regimento (p. 7)
  • missão estatutária: proteção contra “extermínio, opressão e expoliação”; “atração” e fixação nos postos; demarcação de terras; estatísticas populacionais; “emancipação econômica das tribos” (p. 13)
  • relação com CNPI: cooperação no estudo de “origens, ritas, tradições, hábitos, línguas e costumes” (p. 13)
  • relação com Ministério da Agricultura: subordinação administrativa (p. 3)

Ministério da Agricultura — autoridade tutelar do SPI

  • trechos extraídos:
  • p. 3: “MINISTÉRIO DA AGRICULTURA / SERVIÇO DE PROTEÇÃO AOS ÍNDIOS”
  • fatos detectados:
  • O SPI é departamento do Ministério da Agricultura em 1949 (p. 3)
  • Ministro: Daniel Serapião de Carvalho (p. 3)

Daniel Serapião de Carvalho — Ministro da Agricultura (1949)

  • trechos extraídos:
  • p. 3: “MINISTRO: / EXMO. SR. DR. DANIEL SERAPIÃO DE CARVALHO”
  • fatos detectados:
  • Ministro da Agricultura no momento da publicação do boletim (1949); responsável hierárquico do SPI (p. 3)

Modesto Donatini Dias da Cruz — Diretor do SPI (1949)

  • trechos extraídos:
  • p. 3: “DIRETOR DO S.P.I. / MODESTO DONATINI DIAS DA CRUZ”
  • fatos detectados:
  • Diretor do SPI em 1949 (confirmação adicional; já documentado em CM-0107 e CM-0109 para 1947) (p. 3)

Cândido Rondon — referência fundadora (citação como epígrafe)

  • trechos extraídos:
  • p. 5: “MORRER SE / PRECISO FOR; / MATAR, NUNCA!”
  • fatos detectados:
  • A máxima é atribuída a Rondon pela tradição do SPI; seu uso como epígrafe do boletim 1949 reafirma a identidade institucional rondônica da organização (p. 5)
  • SPI tinha “Sanatório General Rondon” na IR1 (Amazonas) (p. 39) — infrastructura nomeada em sua homenagem

Foerthmann — fotógrafo do acervo SPI

  • trechos extraídos:
  • p. 4: “FOTO Nº 1326 – S. P. I. / Indio Cadiuéo – / Mato Grosso – Brasil – 1942 – / Foto Foerthmann -“
  • p. 6: “FOTO Nº 3068 – S. P. I. / India Borôro – / Mato Grosso – Brasil – 1943 – / Foto Foerthmann -“
  • p. 44: “FOTO Nº 7371 – S. P. I. / Cacique Kuikúro – Rio Xingu – / Mato Grosso – Brasil – 1945 – / Foto Foerthmann”
  • p. 46: “FOTO N° 3068 – S. P. I. / Indio Borôro empenando uma flecha – / Mato Grosso – Brasil – 1943 – / Foto Foerthmann -“
  • fatos detectados:
  • Autor de ao menos 4 fotografias do acervo fotográfico do SPI incluídas neste boletim, registrando indivíduos de 3 povos (Kadiwéu, Borôro, Kuikúro) entre 1942 e 1945, no Mato Grosso (p. 4, 6, 44, 46)
  • Os números de foto indicam um acervo numerado superior a 7.000 imagens (foto nº 7.371) (p. 44)

Pimentel Barbosa — nomeado no posto (IR8, Mato Grosso)

  • trechos extraídos:
  • p. 27: “I.R.8 – Goiás – / Olaria, oficina de carpinteiro e marceneiro no posto indígena Pimentel Barbosa.”
  • p. 37: “TURMA ATRAÇÃO XAVANTE – M. Grosso – / CAMPO AVIAÇÃO no P.I. Pimentel Barbosa, medindo 1 200 m x 100 m.”
  • p. 49: “P.I. Pimentel Barbosa …… 93” [índios assistidos, IR8]
  • fatos detectados:
  • O P.I. Pimentel Barbosa é a base da “Turma Atração Xavante” em 1949; campo de aviação de 1.200 m foi construído para apoiar a operação (p. 37)
  • 93 índios registrados como assistidos no posto em 1949 (p. 49)
  • O posto é listado sob IR8 (Goiás) no item de ensino industrial, mas a turma de atração Xavante é localizada em Mato Grosso — situação geográfica ambígua no documento (p. 27, 37)
  • flags específicas:
  • tipo: entidade_ambigua
    detalhe: “O posto é listado sob IR8 (Goiás) em p. 27 mas a ‘Turma Atração Xavante’ é localizada em ‘M. Grosso’ em p. 37 — divergência não resolvida no documento; o P.I. Pimentel Barbosa histórico é associado ao território Xavante no atual MT.”

Heloísa Alberto Torres — nomeada no posto (IR8, Goiás)

  • trechos extraídos:
  • p. 21: “P.I. Heloisa Torres …….. 1” [escola em IR8, Goiás]
  • p. 49: “P.I. Heloisa Torres …….. 231” [índios assistidos, IR8]
  • fatos detectados:
  • Posto nomeado em sua homenagem na IR8 (Goiás) com 231 índios assistidos em 1949 (p. 49)

Curt Nimuendajú — nomeado no posto (IR5, São Paulo)

  • trechos extraídos:
  • p. 18: “I.R.5 – P.I.N. Curt Nimuendajú – S. Paulo / Recreio de alunos Guaraní”
  • p. 19: “P.I. Curt Nimuendajú ………. 1” [escola em IR5]
  • p. 30: “I.R.5 – P.I.N. Curt Nimuendajú – S. Paulo / Criação de cavalos”
  • p. 42: “I.R.5 – P.I.N. Curt Nimuendajú – S. Paulo / Casa de máquinas”
  • fatos detectados:
  • Posto Indígena Nacional nomeado em sua homenagem na IR5 (São Paulo), com escola e alunos Guaraní, criação de cavalos e casa de máquinas (p. 18, 42)

Kadiwéu (Cadiuéo) — retratados no acervo fotográfico SPI

  • trechos extraídos:
  • p. 4: “Indio Cadiuéo – / Mato Grosso – Brasil – 1942 – / Foto Foerthmann -“
  • fatos detectados:
  • Representados no acervo fotográfico SPI por Foerthmann (foto nº 1.326); Mato Grosso, 1942 (p. 4)
  • flags específicas:
  • tipo: grafia_pendente_revisao
    detalhe: “Grafia ‘Cadiuéo’ no documento; canônico do vault: ‘Kadiwéu’.”

Borôro — retratados no acervo fotográfico SPI

  • trechos extraídos:
  • p. 6: “India Borôro – / Mato Grosso – Brasil – 1943 – / Foto Foerthmann -“
  • p. 46: “Indio Borôro empenando uma flecha – / Mato Grosso – Brasil – 1943 – / Foto Foerthmann -“
  • fatos detectados:
  • Representados em 2 fotografias de Foerthmann no Mato Grosso (1943): uma mulher (foto nº 3.068 — mesma numeração em ambas as páginas) e um homem empenando flecha (p. 6, 46)

Terena — escola, fotos e combatente FEB

  • trechos extraídos:
  • p. 8: “I.R.5 / M. Grosso Sul / P.I.N. Cachoeirinha. / Aluna Terena.”
  • p. 10: “I.R.5 / M. Grosso Sul / P.I.N. Cachoeirinha. / Aluno Terena.”
  • p. 48: “Indio Terena / Leão Vicente / Expedicionario / da F.E.B.”
  • fatos detectados:
  • Alunos Terena documentados no P.I.N. Cachoeirinha (IR5, Sul de Mato Grosso) (p. 8, 10)
  • Leão Vicente: indígena Terena que serviu como expedicionário da Força Expedicionária Brasileira (p. 48)

Leão Vicente — índio Terena, expedicionário da FEB

  • trechos extraídos:
  • p. 48: “Indio Terena / Leão Vicente / Expedicionario / da F.E.B.”
  • fatos detectados:
  • Indígena Terena combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) — Segunda Guerra Mundial; retratado em fotografia incluída no boletim SPI 1949 (p. 48)

Kaingang — fotos e população

  • trechos extraídos:
  • p. 12: “I.R.7 – P.I.N. Guarita – R. Grande do Sul / Pequenos escolares Kaingang com o Diretor do S.P.I.”
  • p. 20: “I.R.7 – P.I.N. Guarita – R. Grande do Sul / Casas de Índios Kaingang”
  • fatos detectados:
  • Escola no P.I.N. Guarita (IR7, RS) com escolares Kaingang fotografados com o Diretor do SPI (p. 12)
  • IR7 assistia 5.027 índios; P.I. Guarita = 559; P.I. Chapecó = 906 (maior posto da IR7) (p. 47)

Bacairí — escola e enfermagem

  • trechos extraídos:
  • p. 16: “I.R.6 – P.I.A. Simões Lopes – Mato Grosso / Grupo escolar de índios Bacairí”
  • p. 38: “I.R.6 – P.I.A. Simões Lopes – Mato Grosso / Aulas de enfermagem para índias Bacairí”
  • fatos detectados:
  • Grupo escolar e aulas de enfermagem para mulheres Bacairí no P.I.A. Simões Lopes (IR6, MT) (p. 16, 38)

Guaraní — escola

  • trechos extraídos:
  • p. 18: “I.R.5 – P.I.N. Curt Nimuendajú – S. Paulo / Recreio de alunos Guaraní”
  • fatos detectados:
  • Alunos Guaraní no P.I.N. Curt Nimuendajú (IR5, SP) (p. 18)

Umutina — olaria e fabricação de tijolos

  • trechos extraídos:
  • p. 34: “I.R.6 – P.I.N. Fraternidade Indígena – Mato Grosso / Tijolos fabricados pelos indios Umutina”
  • p. 36: “I.R.6 – P.I.N. Fraternidade Indígena – Mato Grosso / Olaria de Índios Umutina”
  • fatos detectados:
  • Umutina fabricavam tijolos e operavam olaria no P.I.N. Fraternidade Indígena (IR6, MT) em 1949 (p. 34, 36)

Apinayé — escola e população (IR8)

  • trechos extraídos:
  • p. 21: “P.I. Apinagés …………… 1” [escola em IR8, Goiás]
  • p. 49: “P.I. Apinagés …………… 161” [índios assistidos, IR8]
  • fatos detectados:
  • Escola e 161 índios assistidos no P.I. Apinagés (IR8, Goiás) em 1949 (p. 21, 49)
  • flags específicas:
  • tipo: grafia_pendente_revisao
    detalhe: “Grafia ‘Apinagés’ no documento; canônico do vault: ‘Apinayé’.”

Karajá — posto (IR8)

  • trechos extraídos:
  • p. 21: “P.I. Carajás do Sul ………. 1” [escola em IR8, Goiás]
  • p. 49: “P.I. Carajás do Sul ………. 49” [índios assistidos, IR8]
  • fatos detectados:
  • Escola e 49 índios assistidos no P.I. Carajás do Sul (IR8, Goiás) em 1949 (p. 21, 49)
  • flags específicas:
  • tipo: grafia_pendente_revisao
    detalhe: “Grafia ‘Carajás’ no documento; canônico do vault: ‘Karajá’.”

Canoeiros — operação de atração (IR8, Goiás)

  • trechos extraídos:
  • p. 37: “Na I.R.8 – Goiás – / CAMPO AVIAÇÃO a 100 m da sede / do Serviço de Atração dos Canoeiros / medindo 1 000 m x 100 m.”
  • fatos detectados:
  • “Serviço de Atração dos Canoeiros” operava na IR8 (Goiás) em 1949 com campo de aviação de 1.000 m (p. 37)

Xavante — operação de atração (Mato Grosso)

  • trechos extraídos:
  • p. 37: “TURMA ATRAÇÃO XAVANTE – M. Grosso – / CAMPO AVIAÇÃO no P.I. Pimentel Barbosa, medindo 1 200 m x 100 m.”
  • p. 49: “P.I. Pimentel Barbosa …… 93” [índios assistidos, IR8]
  • fatos detectados:
  • “Turma Atração Xavante” era uma unidade operacional ativa em 1949, com campo de aviação de 1.200 m no P.I. Pimentel Barbosa; 93 índios registrados no posto (p. 37, 49)

Kuikúro — retratados no acervo fotográfico SPI

  • trechos extraídos:
  • p. 44: “FOTO Nº 7371 – S. P. I. / Cacique Kuikúro – Rio Xingu – / Mato Grosso – Brasil – 1945 – / Foto Foerthmann”
  • fatos detectados:
  • Cacique Kuikúro retratado por Foerthmann no Rio Xingu, Mato Grosso (1945); foto nº 7.371 do acervo SPI (p. 44)

Munduruku — escola e população (IR2)

  • trechos extraídos:
  • p. 15: “P.I. Mundurucú …………… 1” [escola em IR2, Pará]
  • p. 43: “P.I. Mundurucú ……….. 2 886” [índios assistidos, IR2]
  • fatos detectados:
  • 2.886 índios assistidos no P.I. Mundurucú (IR2, Pará) — maior posto individual do boletim (p. 43)

Goiás (IR8) — inspetoria regional com 9 postos

  • trechos extraídos:
  • p. 9: “I.R.8 – Goiás e sudeste do Pará -“
  • p. 21: “1. R.8 – Goiás – / P.I. Manoel da Nóbrega …… 1 / P.I. Tocantínia …………. 1 / P.I. Apinagés …………… 1 / P.I. Rio do Sôno ………… 1 / P.I. Carajás do Sul ………. 1 / P.I. Getúlio Vargas ……… 1 / P.I. Heloisa Torres ……… 1 / Escola Teodoro Sampaio …… 1 / Aldeia Donzela ………….. 1”
  • p. 25: [IR8 incluída no total geral de 78 escolas]
  • p. 27: “I.R.8 – Goiás – / Olaria, oficina de carpinteiro e marceneiro no posto indígena Pimentel Barbosa.”
  • p. 35: “I.R.8 – Goiás – / Com 102 km.de extensão, ligando Aruanan – antiga Leopoldina – a Pindaíba.”
  • p. 37: “Na I.R.8 – Goiás – / CAMPO AVIAÇÃO a 100 m da sede / do Serviço de Atração dos Canoeiros / medindo 1 000 m x 100 m.”
  • p. 49: “I.R.8 / P.I. Apinagés …………… 161 / P.I. Carajás do Sul ………. 49 / P.I. Tocantínia …………. 174 / P.I. Manoel da Nóbrega …… 257 / P.I. Getúlio Vargas ………. 162 / P.I. Heloisa Torres ……… 231 / P.I. Rio do Sono ………… 108 / P.I. Pimentel Barbosa …… 93 […] 1 235”
  • fatos detectados:
  • IR8 cobre Goiás e sudeste do Pará; 9 escolas em 1949; 1.235 índios assistidos (p. 9, 21, 49)
  • Infraestrutura notable: estrada 102 km (Aruanan–Pindaíba), campo de aviação (Serviço de Atração dos Canoeiros), olaria no P.I. Pimentel Barbosa (p. 27, 35, 37)

Tocantínia — posto com 174 índios assistidos (IR8)

  • trechos extraídos:
  • p. 21: “P.I. Tocantínia …………. 1” [escola em IR8, Goiás]
  • p. 49: “P.I. Tocantínia …………. 174” [índios assistidos, IR8]
  • fatos detectados:
  • P.I. Tocantínia (IR8) tinha escola e 174 índios assistidos em 1949; situado na área do território Xerente/Krahô (p. 21, 49)

Rio do Sôno — posto com 108 índios assistidos (IR8, Goiás)

  • trechos extraídos:
  • p. 21: “P.I. Rio do Sôno ………… 1” [escola em IR8, Goiás]
  • p. 49: “P.I. Rio do Sono ………… 108” [índios assistidos, IR8]
  • fatos detectados:
  • P.I. Rio do Sôno (IR8, Goiás) tinha escola e 108 índios assistidos em 1949; situado no território Krahô (margem do Rio do Sono, afluente do Tocantins) (p. 21, 49)

Rio Araguaia / Porto de Aruaná — região de infraestrutura SPI

  • trechos extraídos:
  • p. 35: “I.R.8 – Goiás – / Com 102 km.de extensão, ligando Aruanan – antiga Leopoldina – a Pindaíba.”
  • p. 50: “PORTO DE ARUANA – RIO ARAGUAIA.”
  • fatos detectados:
  • Estrada de 102 km construída pela IR8 ligando Aruanan (antiga Leopoldina) a Pindaíba — eixo de acesso ao Rio Araguaia (p. 35)
  • O porto de Aruaná no Rio Araguaia ilustrado com fotografia (p. 50)
  • “Aruanan” = topônimo contemporâneo de Aruaná, Goiás, às margens do Araguaia (p. 35)

Eventos: Turma Atração Xavante — operação de contato (Mato Grosso, 1949)

  • trechos extraídos:
  • p. 37: “TURMA ATRAÇÃO XAVANTE – M. Grosso – / CAMPO AVIAÇÃO no P.I. Pimentel Barbosa, medindo 1 200 m x 100 m.”
  • fatos detectados:
  • Em 1949 a Turma Atração Xavante tinha campo de aviação de 1.200 m × 100 m no P.I. Pimentel Barbosa (MT) — infraestrutura que evidencia o grau de institucionalização da operação de contato (p. 37)

Eventos: Serviço de Atração dos Canoeiros — operação de contato (IR8, Goiás, 1949)

  • trechos extraídos:
  • p. 37: “Na I.R.8 – Goiás – / CAMPO AVIAÇÃO a 100 m da sede / do Serviço de Atração dos Canoeiros / medindo 1 000 m x 100 m.”
  • fatos detectados:
  • O Serviço de Atração dos Canoeiros operava na IR8 (Goiás) em 1949, com campo de aviação de 1.000 m × 100 m (p. 37)

Material avulso (pp. 52–61) — documentos encartados

Márcia Barroso do Amaral — pintora (material avulso, p. 53–56)

  • trechos extraídos:
  • p. 53: “fundação cultural do distrito federal / comissão organizadora dos festejos do VI aniversário de brasília / marcia / barroso do amaral / pintura/”
  • p. 54: “Marcia Barroso do Amaral nasceu no Rio, há pouco mais de duas décadas. […] Quando menina ainda, esboça seus primeiros rabiscos na «Escolinha de Arte» de Mestre Augusto Rodrigues. […] em 1961, ingressa na Escola Nacional de Belas Artes e aprimora seus conhecimentos técnicos com os Professores Carvão, Zaluar e Campofiorito.”
  • p. 56: “salão de exposições do departamento de turismo / brasília, 20 de abril de 1966”
  • fatos detectados:
  • Catálogo da exposição individual de pinturas de Márcia Barroso do Amaral no Salão de Exposições do Departamento de Turismo de Brasília, 20/4/1966; VI Aniversário de Brasília (p. 56)
  • 8 pinturas listadas (p. 55): máquina; ferros; relógio e castiçais; copos e laranjas; copos e garrafas; relógios; peixes no prato; lâmpada
  • Formação: Escolinha de Arte (Augusto Rodrigues); Escola Nacional de Belas Artes (1961); professores Carvão, Zaluar e Campofiorito (p. 54)
  • Texto crítico assinado por Ricardo Cravo Albim (p. 54)

Ricardo Cravo Albim — Diretor do Museu da Imagem e do Som, Estado da Guanabara (material avulso, p. 54)

  • trechos extraídos:
  • p. 54: “RICARDO CRAVO ALBIM / Diretor do Museu da Imagem e do Som / Estado da Guanabara”
  • fatos detectados:
  • Assinou texto crítico sobre Márcia Barroso do Amaral; cargo no Estado da Guanabara (p. 54)

CIEM — Centro Integrado de Ensino Médio — escola de Brasília (material avulso, pp. 52, 58–61)

  • trechos extraídos:
  • p. 52: “RENOVAÇÃO -> 15-30 JAN. / TRANSFERÊNCIA -> 4/ janeiro com diante. / ALUNOS NOVOS – NOVAS MATRÍCULAS -> 1º 26/ v. / […] A PARTIR DO DIA 4-1-65.”
  • p. 52: “centro integrado de / ENSINO MÉDIO – A PARTIR DO DIA 4-1-65.”
  • p. 58: “Vou fazer o teste para o / CIEM. […] O período para pedidos / de TRANSFERÊNCIA no ‘Elefante / BRANCO’ começará no / dia 4 (quatro) de janeiro.”
  • p. 60: “UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – Centro Integrado de Ensino Médio – CIEM / Serviço de Orientação Educacional / Brasília, 6 de maio de 1965”
  • fatos detectados:
  • O CIEM (Centro Integrado de Ensino Médio) era uma escola secundária da Universidade de Brasília em 1965, popularmente chamado de “Elefante Branco” (p. 52, 58)
  • Circular do SOE/CIEM de 6/5/1965 foi respondida por “Esney Batista de Campos” (p. 60)

Esney Batista de Campos — mãe de aluno do CIEM (material avulso, p. 60)

  • trechos extraídos:
  • p. 60: “Mãe [ ] Esney Batista de campos ___ (nome bem legível) sim [X] 2º [ ] manhã [ ] […] não [ ] 3º [ ] tarde [X] / 4º [ ] 5º [ ] 6º [ ] noite [X]”
  • fatos detectados:
  • Mãe de aluno do CIEM/UnB; preencheu cupão de retorno marcando presença (terça/tarde ou noite) na reunião de maio de 1965 (p. 60)
  • flags específicas:
  • tipo: entidade_ambigua
    detalhe: “Identidade não confirmada; a presença deste documento no acervo de Cildo F. S. Meireles e a cronologia (filhos em Brasília em 1963 — CM-0127, CM-0131 — e aluno no CIEM em 1965) sugerem parentesco familiar.”

4. Citações ambíguas / não atribuídas

  • p. 32: “[ilegível]” — legenda de fotografia parcialmente ilegível; não atribuída
  • p. 59: “[ilegível]” + “[ilegível]” — partes da carta pessoal com OCR degradado; texto de continuação não identificável
  • p. 61: “[ilegível linha de formulário…]” × 4 + “[ilegível texto entre parênteses]” + “[ilegível bloco de texto impresso]” — formulário com informações parcialmente ilegíveis

5. Notas de continuidade (multi-página)

Estrutura do documento:
– pp. 1–2: Capas/ilustrações (descrição visual apenas — sem texto legível)
– p. 3: Frontispício
– pp. 4–51: Corpo do boletim SPI 1949 (texto + fotografias alternadas)
– pp. 52–61: Documentos avulsos encartados (não relacionados ao boletim SPI)

Páginas com descrição visual apenas (sem transcrição):
– p. 1: Ilustração paisagística com edificações e árvore — imagem de capa
– p. 2: Capa ilustrada com tipografia “atividades” + “S.P.I.” sobreposta
– p. 51: Porto de Aruaná / Rio Araguaia — imagem fotográfica
– p. 57: Anotação manuscrita com caneta esferográfica azul — texto ilegível

Quebras de assunto:
– p. 51 (fim do boletim SPI) → p. 52 (início dos avulsos de 1965–66): quebra abrupta de conteúdo sem qualquer indicação de transição

Páginas com OCR degradado:
– pp. 32, 59, 61 — trechos ilegíveis anotados

6. Notas do extractor

  • Releituras: 3 (P1 — identificação ampla: estrutura, tipo, personagens, contexto; P2 — detalhamento exaustivo: todas as menções por página, trechos literais, pinpoints; P3 — varredura focal: vocabulário de tutela, estatísticas de IR8/Krahô, conexões Xavante, material avulso das pp. 52–61)
  • Qualidade do OCR: boa nas páginas de texto; 4 páginas com trechos ilegíveis (pp. 32, 57, 59, 61); pp. 1, 2, 51, 57 com descrição visual em lugar de transcrição (imagens ilegíveis)
  • Flag source_md_only: apenas arquivos .md disponíveis; sem .txt
  • Flag documento_misto: pp. 52–61 são documentos avulsos encartados fisicamente no volume; context de encartamento presumivelmente relacionado ao acervo de Cildo F. S. Meireles em Brasília (meados dos anos 1960)
  • Achado relevante: P.I. Rio do Sôno (108 índios, 1949) é o posto diretamente na área do território Krahô; seu número sugere a dimensão da população Krahô sob tutela SPI após o massacre de 1940 — este é dado demográfico de referência para o período pós-massacre
  • Achado relevante: “Turma Atração Xavante” com campo de aviação de 1.200 m no P.I. Pimentel Barbosa (1949) é documentação institucional da operação que Francisco Meireles conduzia nesse período
  • Novo povo não listado: Umutina — povo que operava olaria e fabricava tijolos no P.I.N. Fraternidade Indígena (IR6, MT); não estava no listagem-nomes.md
  • Nova entidade-pessoa não listada: Foerthmann — fotógrafo do acervo SPI, ativo 1942–1945; não estava no listagem-nomes.md
  • Nova entidade-pessoa não listada: Leão Vicente — Terena, expedicionário FEB; não estava no listagem-nomes.md
  • Entrada listagem: Rio do Sôno — não estava no listagem-nomes.md; P.I. Rio do Sôno (IR8, Goiás) = território Krahô; demanda criação de página