Massacre perpetrado contra o povo Canela no Maranhão, por volta de 1913, citado por Bernardo Élis em sua coluna de 1º de fevereiro de 1963 no jornal O Popular como precedente histórico da violência anti-indígena que se repetia em Goiás e Mato Grosso. Élis evoca o episódio como fato de conhecimento público: “Está na memória de todos a notícia dos massacres dos Canela, ocorridos no Maranhão ai por volta de 1913. Quem é que não se lembra da luta desigual e terrível de que foram vítimas…” (CM-0035, p. 2). O corpus não documenta detalhes do massacre — número de vítimas, perpetradores ou desdobramentos — além desta menção no artigo de Élis.
O massacre ocorreu no Maranhão por volta de 1913, três anos após a criação do Serviço de Proteção aos Índios (1910) e no mesmo período em que Cândido Rondon consolidava a política indigenista republicana. O episódio se insere no padrão de expansão da fronteira agrícola sobre territórios indígenas no Maranhão, estado onde os Canela habitavam a região de cerrados entre os rios Tocantins e Mearim. Em 1963, Bernardo Élis menciona o massacre como fato notório — “está na memória de todos” — indicando que o episódio permanecia vivo no conhecimento público goiano cinquenta anos depois (CM-0035, p. 2).
O documento disponível no corpus (CM-0035) não descreve a sequência factual do massacre — apenas o qualifica como “luta desigual e terrível”. Bernardo Élis o cita como exemplo do padrão histórico de violência contra indígenas, em contraponto ao mito da “bondade” brasileira que ele ironiza ao longo do artigo.
Não documentados no corpus. A menção de Élis em 1963 não indica se houve inquérito, punição ou demarcação de terras em decorrência do massacre.
| Código | Data | Pinpoint | Correlação | Registro |
|---|---|---|---|---|
CM-0035 |
1963-02-01 | p. 2 | citado como precedente histórico — massacre no Maranhão (~1913) | análise |
CM-0035 - 0002_f.txt — ÉLIS, Bernardo. Coluna de opinião. O Popular, Goiânia, 1963-02-01. Acervo Cildo F. S. Meireles.